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Mostrando postagens de outubro 2, 2022

Resenha │ Coleção Histórica Marvel: Os X-Men (Vols. 5-8)

Desenvolvi um preconceito enorme contra os grandes roteiristas de quadrinhos dos anos 80. Não os que surgiram  nos anos 80, veja bem, mas o que atingiram seu auge na década em questão. Agora que penso a respeito, acho que tem a ver com a transição da mídia de um público para o outro – foi nos anos 80 que decidiram fazer quadrinhos "para adultos" nos EUA e, por mais que a mudança tenha trazido algumas das melhores graphic novels  de todos os tempos, ela também criou um limbo estranho: a maior parte dos quadrinhos ainda era desenhada e colorida para apelar para crianças e adolescentes e os diálogos continuavam expositivos e sem personalidade, mas temas cada vez mais "adultos" (saca só o uso de aspas só nesse parágrafo) começavam a fazer parte das histórias. O resultado, pelo menos para um observador desatento como eu, eram histórias que imploravam para que você as levasse a sério enquanto todo mundo usava ombreira e pelo menos quatro matizes de cores diferentes no uni...

Príncipe das Letras – Capítulo Cinco — Agouros na Ventania

  A pergunta veio num arfar irregular, ocasionada pelo estado quase inconsciente em que a matriarca dos Grená se encontrava depois que o Príncipe levara seus corpos ao limite: — Ficou sabendo sobre a Ducentésima Vigésima Nona? Ele sabia, sim, e não conseguia parar de sorrir desde que recebera a notícia. Era esse o motivo pelo qual lady Grená – Medeia, como agora permitia que Júlio lhe chamasse – chegava mais exausta do que o normal ao término da visita daquela noite. Bom, o motivo mais importante, pelo menos. Júlio também havia caprichado no uso dos lábios e dedos porque dentro em breve iria pedir um favor. — Não dou muita atenção a notícias do Exército — o Príncipe mentiu, afetando desinteresse enquanto vestia suas calças. — Digo, está falando do Exército, né? — Meu canarinho bobo — Medeia riu fracamente, o rosto semienterrado nas almofadas que estivera mordendo para abafar os gritos pela última meia-hora. O tremor do riso fez ondular levemente o corpo desnudado e incomume...

Domingo da Creepypasta #4

Não se desespere com o pensamento de que amanhã já é segunda, leitor. Podia estar nevando.  Essa história é, de longe, minha creepypasta  favorita. Nunca encontrei outra igual a ela, e não raro releio as três partes deste épico que já deveria ter virado filme só pra matar a saudade. Ela foi postada no 4Chan em 2014 e, até onde eu saiba, não foi traduzida. Felizmente, essa história tem um título, então só precisei me ocupar com a tradução do texto em si. Dado o alto status  dessa história em meu coração, caprichei um pouquinho mais nela. Espero que gostem! O Homem Branco (Parte 1) “Domingo agora meu pai morreu; ele estava para fazer 55 anos no próximo mês de Abril. Ele e eu nunca fomos próximos, mas também nunca nos desgostamos. Simplesmente não tínhamos nada em comum e, talvez acreditando que haveria tempo para consertar nosso relacionamento no futuro, nunca liguei pra isso. Ele não estava doente, então nunca me esforcei pra visitá-lo – e, na verdade, não o fiz nos últi...