Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo coisa de otaku

Resenha │ Cyberpunk: Edgerunners

Confie em mim quando digo que "mau gosto" é difícil de definir de uma forma que não te faça soar como um completo babaca elitista. Depois de uma pegadinha ou uma piada insensível isso pode até não ser verdade, uma vez que qualquer adulto pode dar voz à irritação se acordar com desenhos de pênis no rosto ou ouvir um colega de trabalho generalizando a nível racial uma ofensa, mas quando falamos de arte narrada a coisa fica mais complicada. Como você criticaria a orgia de sangue e morte em  Game of Thrones  sem soar como alguém chateado porque seu personagem favorito morreu de uma forma nojenta, humilhante ou sem sentido? Como consideraria filmes como  Irreversível  formas inferiores da Sétima Arte sem fazer parecer que ficou desconfortável com o peso dos temas abordados neles? "Moralista" talvez seja a pior ofensa para um crítico — um sinal de que a opinião dele não é tão imparcial quanto deveria ser — e, que mais não seja, faz com que ele pareça alguém que não suport...

Resenha | Garo: The Animation (Honoo no Kokuin)

    Na Era do Streaming é cada vez mais difícil condicionar o cérebro a aceitar que algumas histórias não foram feitas para serem assistidas de uma vez. Meu caso com Garo  quase virou estatística por causa disso — eu me via cansado da fórmula repetitiva, apesar de evidentemente eficaz, do shounen  depois de meros três episódios numa jornada que levaria vinte e quatro. Garo: Honoo no Kokuin  é uma série de animação japonesa produzida pelo Estúdio MAPPA que estreou em 2014. Ela conta a história de três Cavaleiros Makai, guardiões jurados da humanidade travando uma guerra eterna contra os Horrores, demônios adequadamente nomeados que se alimentam de quaisquer emoções negativas para se manifestar no mundo dos homens. Enquanto assistia e pesquisava a respeito, descobri que o anime é um produto licenciado, um spin-off  animado de uma série tokusatsu  de TV   de 2005 e, antes que você pergunte, não, não é preciso assistir a série original para entender a...