Pra muita gente, Bioshock foi o primeiro (e provavelmente último) contato com Atlas Shrugged , o ensaio disfarçado de romance escrito por Ayn Rand em 1957. Eu mesmo só ouvi falar do livro quando vi, pela primeira vez, o jogo sendo discutido na internet – e sim, fui educado em escolas públicas por toda a vida. Mesmo na época, me pareceu ser impossível debater Bioshock sem os temas muito reais com que ele lidava: libertarianismo, ética capitalista, autonomia das massas trabalhadoras e livre arbítrio. Eu... Não, não dá. Não consigo. A pretensão de que esse texto será feito nos moldes de uma discussão acadêmica sobre tais temas deve ser deixada nos parágrafos iniciais, antes que o leitor fique muito, muito chateado ao descobrir que eu nunca tive qualquer interesse de ler os trabalhos de Ayn Rand. Se é pra ser honesto e perder a vergonha na cara, também admito que nunca me interesse por Bioshock por causa dos temas complexos, da história madura e do resto das coisas...