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Domingo da Creepypasta #2

Medo da segunda-feira? A história de hoje é tão bizarra que vai fazer acordar cedo parecer divertido.

Ela vem do longínquo ano de 2013, e foi retirada de uma thread no 4Chan. Como é o costume do site, a história foi contada no formato greentext e, para traduzir com maior precisão, dei meu melhor para simular o estilo de formatação usado originalmente. Isso significa não usar letras maiúsculas fora da grafia de nomes próprios, incluir palavrões e manter o estilo informal da prosa.

Essa história em particular não tem título, ou mesmo um assunto específico, então eu precisei dar um nome para ela. Fica aqui a torcida para que ele não seja inadequado. Ela também não tem fotos para além da usada no segundo parágrafo, então o resto das imagens usadas aqui são meramente ilustrativas.

"O Desaparecimento de Dan

Uma coisa horrível e assustadora aconteceu comigo ano passado. Eu já contei essa história numa thread sobre skinwalkers antes, mas nunca cheguei a salvar em algum lugar. Ela é longa, mas é real, e ainda me faz sentir enjoado. O que vocês acham?

>moro na região rural ao norte de Nevada
>é uma merda lá
>de bobeira com 3 parceiros, bebendo em casa
>ligo para mais alguns amigos
>é hora da festa no deserto
>dirijo pro meio do nada numa estrada de terra pra que a gente possa ouvir música alta e praticar tiro ao alvo sem incomodar ninguém
>30 milhas de viagem, o caminho todo é deserto
>a estrada de terra dá em lugar nenhum
>uau, que estranho
>o pessoal pra quem liguei nos encontra lá
>tem umas meninas gostosas no meio, graças a Deus
>arrumamos mesas e cadeiras, ligamos o som mais grave dos carros
>todo mundo ou está bebendo ou está atirando, diversão pura
>as meninas odeiam as armas e não contribuem com nada
>os maconheiros do grupo, meia-dúzia de marmanjos, se afastam um pouco pra ir fumar um baseado
>o melhor lugar pra isso é o topo de uma clina próxima, e é pra lá que eles vão
>chegam no topo, de onde podem ver todo o vale, e do lado de lá
>puta. merda.
>dá pra ver uma estrutura velha a talvez uma milha de distância. parece uma fazenda
>TÁ NA HORA DE EXPLORAR, MEU FILHO
>juntamos todo mundo
>isso vai ser irado
>a noite ainda está caindo, então tem luz do sol
>enquanto a comitiva se aproxima da fazenda, fica claro que o lugar é sinistro pra caramba
>meninas assustadas com o entulho na porta da frente, se recusam a entrar
>segue foto da porta
>jesus cristo

>é uma casa de fazenda de dois andares que parece ter sido construída nos anos 40
>do lado de dentro está uma bagunça
>coberto de cocô de rato e décadas de poeira imperturbada
>a parte mais perturbadora, porém, é que tudo ainda está lá. travesseiros, lençóis, candelabros, livros, mobília, pinturas e até um velho rolo de filme com projetor e tela
>obviamente os antigos moradores eram ricos, mas em 70 anos ninguém tinha descoberto o lugar e roubado o que tinha lá dentro? nenhum leilão? nenhum amigo ou parente tinha vindo buscar? carros da época enferrujavam, expostos do lado de fora, com todas as peças no lugar
>geladeira aberta com o interior coberto de mofo ressecado e restos apodrecidos de comida
>não, não, isso não tá certo
>começo a ficar com medo
>guarda-roupas cheios de trajes da época da Segunda Guerra Mundial
>eu não sei qual é o significado dessa casa na história. o fato é que eu senti que a casa era um lugar ruim por razões que não fui capaz de compreender
>digo, nada ruim aconteceu na casa em si. foi só estranho. mas coisas absurdas aconteceram naquela noite, e tudo começou com a descoberta daquela casa. eu fui de beber e me divertir pra praticamente surtar de medo

>o sol estava começando a se pôr, então voltamos para o acampamento
>hora do churrasco, hambúrgueres e bifes na grelha
>ah meu Deus, é delicioso
>meu amigo Dan viveu na minha rua desde sempre. nós nos conhecemos desde o primário
>Dan é gordinho, mas engraçado
>ele chega pra mim e diz, bem baixinho, que quer ir pra casa
>tento fazer ele me dizer o que houve, mas ele não me responde
>tenho certeza que ele estava assustado por causa da casa. eu mesmo estava
>mas o dia vinha sendo maravilhoso, então eu não dei a isso muita importância
>trouxe muita lenha, parça #2 e eu acendemos a fogueira
>a luz da fogueira ilumina ALGUÉM andando na nossa direção vindo do deserto
>a pessoa nem está caminhando ao longo da estrada
>todo mundo essencialmente se caga nas calças, desliga a música e se prepara pra ir embora pensando que pode ser um maníaco com um machado, ou pior, um policial
>é só um carinha de capuz
>ANDANDO NO MEIO DO DESERTO COMPLETAMENTE ESCURO
>meio bêbado e confuso, em meio a circunstâncias estranhas, estamos aliviados que é só um cara amigável aproximadamente da nossa idade, talvez menos de 20 anos
>falamos que ele nos assustou pra caralho, e perguntamos o que ele estava fazendo ali
>tava andando
>tava andando
>‘sabe o quão estranho isso é?’, alguém diz
>‘é, ele é o estranhão!’
>fazemos piadas chamando ele de ‘o estranhão’, mas ele parecia simpático e riu com a gente. chamamos ele pra ficar com a gente e lhe demos uma cerveja. ele tinha maneirismos estranhos de drogado e tinha uma cicatriz de lábio leporino
>eu sou tão estúpido

>o tempo todo, o carinha de capuz está agindo de um jeito estranho, como se ele estivesse na sala de espera de um dentista. eu não sei de que outra forma descrever. lembro de ter pensado que ele só era estranho
>vinte minutos depois de ele chegar, a sensação de que algo incrivelmente ruim acontecendo afunda em meu estômago. começo a entrar em pânico
>começo a arrumar minhas coisas. já passava da meia-noite e algumas pessoas já tinham ido embora
>digo a parça #2 que vamos vazar e que deveríamos fumar unzinho antes de cair na estrada. digo pra ele ir buscar Dan porque Dan sempre gosta de fumar
>Dan desapareceu
>pra onde caralhos Dan foi
>perguntamos a todo mundo, perguntamos onde viram ele por último. fazemos uma busca nos arredores usando lanternas, achamos que ele tinha ido ligar pra mãe ou mijado nas calças ou ido cagar no deserto
>ligamos pra ele, mandamos mensagens, nenhuma resposta
>nada de Dan
>parça #2 e eu dirigimos pelas redondezas dirigindo com as luzes fortes ligadas, e a busca durou ao todo 45 minutos
>Dan sumiu
>nós rezamos pra que ele tenha falado sério comigo sobre querer ir pra casa e que ele tenha voltado com alguém mais cedo
>agora é hora de realmente ir embora, tenho de passar na casa dele pra ver se ele está lá
>por algum motivo, todo mundo acha que nós (parça #2 e eu) vamos lidar com o carinha do capuz. eles só entram em seus carros e dizem tchau
>eu vou dirigindo, e me sentiria um idiota se deixasse o carinha do capuz sozinho no deserto. como ele chegaria em casa? como ele chegou aqui, mesmo? como ele chegou aqui?
>ofereço uma carona a ele, e fiz a viagem de volta literalmente suando de nervoso
>parça #2 no banco do passageiro pergunta ao carinha de onde ele é
>ele dá direções verbais pra uma rua chamada ‘Calle de la Plata’

>meu estômago despenca na hora
>essa é a rua em que eu e Dan vivemos, parça #2 mora pertinho de lá
>puta que PARIU
>a gente não fala nada. ninguém diz ‘ah, uau, a gente vive lá também’ ou ‘há quanto tempo você mora lá?’
>o resto da viagem se passa inteira em silêncio
>levamos ele até uma intersecção na estrada, uma quadra antes da rua em que eu e Dan vivemos. deixamos ele ali e ele nos agradece
>vamos até a casa de Dan
>a mãe dele está, mas Dan, não. sem querer preocupar ela, nós não contamos o que aconteceu ou envolvemos a polícia
>ele deve ter ido pra uma outra festa com o pessoal que foi embora mais cedo
>ligo pra Dan na manhã seguinte. acho que foi a conversa mais emotiva que já tive na vida. eu chorei de verdade, e não sei o porquê. não era tristeza
>ele disse que NOS VIU sair do acampamento na noite passada
>ele DEU TCHAU pra gente
>ele disse que nós saímos de repente com o carinha do capuz
>‘Dan, onde é que você estava na noite passada? você sumiu por pelo menos duas horas. passamos quase uma hora te procurando no deserto’
>‘eu tava lá o tempo todo’
>‘não, você não estava. você não tava, caralho. você por acaso foi cagar por três horas?’
>‘eu estava lá o tempo todo’
>sem palavras, passei um tempão depois disso só sentado numa cadeira pensado no que tinha acontecido. daí parça #2 liga pra mim, e ele tem uma história muito pior pra contar

>nós vamos visitar Brent. Brent era um dos caras que trouxe as meninas pra festa. as meninas estavam na casa dele quando fomos visitá-lo
>eles nos disseram que nós nunca fomos procurar por Dan
>eles disseram que Dan nunca desapareceu, que ele estava lá o tempo todo, e que nós fomos embora antes que ele saísse
>eles disseram que nós TROUXEMOS O CARA DO CAPUZ PRA FESTA
>eu tento me acalmar e explico que aquilo é impossível. Dan chegou com a gente
>‘por que você chamou o cara do capuz de estranhão, hein?’, eu pergunto pra uma das meninas
>‘sei lá, ele era esquisito e tinha aquela cicatriz’
>‘NÃO, VOCÊ VIU ELE CHEGANDO DO MEIO DO DESERTO’
>‘ELE SAIU DO ESCURO’
>‘VOCÊS TODOS ESTAVAM LÁ’
>parça #2 e eu estamos GRITANDO. eles não pareciam entender o porquê de estarmos daquele jeito
>continuam falando pra gente ficar de boa
>eles não se lembram o quão ESTRANHO foi ver aquele sujeito chegando do deserto
>‘ele veio contigo’

>Dan não anda mais com a gente. ele sempre foi divertido. a mãe dele me disse uma vez que ele está passando por ‘problemas pessoais’, mas desde março do ano passado ele não fala comigo ou com parça #2
>às vezes eu me pergunto se meus amigos tiveram algum tipo de bloqueio de memória
>às vezes eu me pergunto o que aconteceu com Dan quando ele sumiu por duas horas
>às vezes eu me pergunto se o carinha do capuz era realmente humano"

Para ver capturas de tela da thread original, clique aqui.

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