Brás de Assis percebeu, em dado momento, precisava mesmo ir trabalhar. Era assim que descansava a mente – trabalhando. O hábito surgira em seus primeiros anos na Academia, consequência do estado caótico de seus pensamentos depois de horas intermináveis de memorização, leitura e treinamento de combate. O corpo, Brás percebeu, era indiferente à exaustão espiritual dos estudos. Ele então passou a usar suas horas livres em escapadas muito pouco comuns para um jovem aluno da mais prestigiosa instituição do mundo: metia-se a aprendiz de carpinteiros, sapateiros, estivadores, alquimistas ou seja lá quem precisasse de um ajudante sem nome. O conhecimento acumulado nos anos dentro da Academia permitiam que Brás desempenhasse qualquer função, facilitando o aprendizado de novas habilidades, mas ele se concentrava no aspecto físico da coisa. Corria para dar recados, firmava tábuas para serem marteladas, mantinha o fogo de uma forja aceso... Tudo para não deixar que seus pensamentos o cons...
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